A Zica saiu!

A Zica saiu. A Zica, urucubaca em forma de revista, é um fanzine cara-de-pau com ilustrações e textos de um tanto de gente. E A Zica tem um tema: morte. Ah, mas morte também tem a ver com macumba, então macumba também é tema da Zica. Mas às vezes dá pra encaixar aí mais alguma coisa, sei lá, um tema político, pra ficar engajado, né? Então bota lá n’A Zica o tema classe média. Aí a Zica nº 0 foi isso: um fanzine sobre morte, macumba e classe média.

Deve ter mais de um ano que o povo desse tal de Urubois tava enrolando pra lançar ess’A Zica. Começou com um deles bêbado, anunciando fanfarrônico no meio de várias pessoas desconfiadas, que ia lançar um fanzine que reuniria o trabalho de todo mundo que tava ali. Não acreditaram que a promessa fosse cumprida e, de fato, quase não foi. Nos dias seguintes, alguém precisou lembrar ao falador da promessa feita e, como promessa não cumprida dá zica, foi preciso começar a fazer A Zica. Algum dos presentes   sugeriu o tema inicial, morte, e dali agregaram-se os dois outros temas. Daí, quem quisesse colaborar mandava o seu trabalho.

Foram muitas páginas de caderno rabiscadas, muita enrolação, e A Zica tava começando a atormentar a cabeça dos três caras que se propuseram a organizar a Zica (João Perdigão, Luiz Navarro e Marcelo Lustosa). Essa Zica tinha que sair! O programado era o mês de agosto. Mas como agosto é o mês do desgosto, de cachorro louco e dessas coisas zicadas, o tal do zine só saiu em setembro.

Daí a Zica foi posta pra andar, e traz trabalhos do coletivo 4e25, Alessandro Aued, Bárbara Angelo, Desali, Estandelau, João Maciel, Luiza SchiavoLuiz Navarro, Matuto, Mosh, Paula Bevilacqua, Ricardo Portilho, Thiago Mazza, Toast/Antoine e Xerelll – esse pessoal todo já citado é de Belo Horizonte – além da Mayroca Estranhoca, de Curitiba. Saiu e foi lançada durante o Vendendo Peixe. Leva um’A Zica pra casa?

por Luiz Navarro

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