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Fora da porta – pirataria cotidiana

 

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A propaganda é uma pedra no sapato do cidadão andante. Em pleno espaço público, ao caminhar, somos induzidos a consumir imagens mercantes o tempo todo. De toda forma, numa escala quase imperceptível, há algo destoante disto. Quem um dia teve a experiência de saborear com as vistas algo que desperte inquietação ou riso sabe como é.

Na linha de frente contra tal absolutismo mercadológico, sujeitos carregam canetão, lambe, spray e stencil – munição para a prática do culture jamming. O termo, surgido em meados dos anos 80, se refere ao ato de intervir em propaganda, deixando clara a insatisfação do indivíduo com o marketing massivo na vida cotidiana. Elucidando esta questão, o documentário Anuncie Aqui (2005), é uma referência para discutir tanto o assunto do vandalismo com foco quanto da propaganda gratuita. Como se escuta num dos depoimentos dos anônimos caôsistas:

“Pra mim o que interessa (…) é a prática mesmo. É sair à noite pra rua e quando você vê que a retomada do espaço público/urbano é um negócio real. De dia você é um cidadão passivo que tem que engolir um cenário pronto construído por quem teve dinheiro, por quem chegou antes. E à noite você se sente um indivíduo ativo. Você tem condições de pegar o spray ou qualquer outra ferramenta e desconstruir este espaço, contruir ele da sua maneira. Então (…) você se sente vivo, com potência.”

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Teve um tiozinho valentão que falou: “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete (isto é, a polícia política) significa para o estado totalitário”. Se a publicidade gratuita é indefensável e os próprios governos decidiram fazer cada vez mais restrições a elas, como esta lógica ainda funciona e cada vez mais intromissiva? Desde que foi lançado em 2005, Anuncie Aqui nunca esteve on-line, e poucos tinham sua cópia. Será que com o doc rodando ainda veremos gente animada a fazer esta prática voltar pra rua com maior intensidade? Como artista urbano virou até personagem de novela, vai que algum louco vê que além da ostentação, existe outra forma de se expressar à deriva, anonimamente e sem intenção egológica.

http://www.youtube.com/embed/BWy6GBg_FAc”

ANUNCIE AQUI________________________________________________

22min, mini-dv, Belo Horizonte, 2005.

Realização: Sem Rosto.

Trilha: Retrigger


A Zica #2 lançada no dia do Apocalipse!


Publicação independente reúne trabalhos de mais de trinta artistas com os temas apocalipse, bulliyng e maconha.

A terceira edição da revista independente A Zica será lançada nesta sexta-feira, 21, em evento realizado no bar Nelson Bordello, a partir das 22h. A publicação traz textos e ilustrações de mais de sessenta jovens artistas, a grande maioria de Belo Horizonte – mas também de outros estados e países.

A revista é uma publicação anual colaborativa, editada sob o selo Urubois, formado pelos jornalistas João Perdigão e Luiz Navarro. Recebe colaborações dos artistas que desejam ter os seus trabalhos publicados a partir de três temas sugeridos pelos editores, que podem ser trabalhados em conjunto ou separademente – mas sempre temas-tabu. Nesta terceira edição (#2), os temas propostos foram apocalipse, bullying e maconha. Na primeira (#0), os temas foram morte, macumba e classe média e na segunda (#1) foram  ficção científica, propaganda e putaria. A Zica é uma publicação independente que se banca pelos seus próprios meios, através das vendas e de eventos realizados especialmente com o intuito de arrecadar fundos.

A banquinha de A Zica vai ficar na porta do bar, em frente ao Duelo de MCs, perto de onde acontece o tradicional Samba da Meia-Noite – em sua última data de 2012. Lá dentro do Nelson Bordello vai acontecer um show com a fantástica banda glam-rock Dolly and Piercings, completado pelo dejoteca Canhotagem (rock, chanson, mashups etc).

 

Mais um lançamento simultâneo

 

Aproveitando o embalo da noite, a dupla Desali e Froiid (organizadores do Piolho Nababo) também vão lançar um zine no sentido stricto sensu da palavra. Feito à mão e prensado em xerox, Belmiro the Blind Man #0 tem a participação de cerca de 10 artistas. Desali, que já não fazia zines há um bom tempo, retorna ao formato onde apresenta grande desenvoltura (e ele também tem seu trabalho impresso em todas as edições de A Zica).

Serviço:
Lançamento de A Zica #2 (terceira edição)
Nelson Bordello, Rua Aarão Reis, 554, Centro
Show com Dolly and Piercings
DJ Canhotagem
Sexta-feira, 21/12, às 22h

Entrada: R$ 15

Revista: R$ 10 (haverá uma promoção pra quem comprar A Zica #2 + A Zica #1)

Contatos:

A Zica

zica@urubois.org

www.facebook.com/revistazica

Belmiro the Blind Man

Desali – odesali@gmail.com

Froiid – froiid@hotmail.com

http://www.facebook.com/pages/PIOLHO-NABABO/210535522351384?fref=ts

 


Lista de participantes selecionados para A Zica #2

Caros leitores e participantes deste zine,

Recebemos um volume enorme de material, o suficiente pra fazer outra A Zica. Mais uma vez, foi um grande desafio selecionar entre tantos trabalhos o que entraria no pouco espaço que temos. É talvez o mais difícil deste zine quando chegamos a enormes discussões defendendo um trabalho ou outro. Por isso,  gostaríamos de deixar explícito aqui o mais profundo agradecimento a todas as pessoas que nos enviaram suas contribuições, desde o início. O que nos motiva a continuar fazendo A Zica é saber que não só nós somos uns malucos querendo fazer um zine. São malucas também outras centenas de pessoas que acreditam n’A Zica e fazem ela conosco, independente de terem ou não um trabalho publicado.

Allan Sieber
André Beatle
Batista
Catalina Salazar
Celeza Ramalho
Cynthia Bonacossa
Daniel de Carvalho
Daniel Ferreira
Dé Vora e Inês Periente
Desali
Diego Gerlach
Diego Sanchez Mas Saint Martin
Drin Côrtes
Fernando Torelly
Guto Respi
Gton
Mathiole
Jajá Felix
Kiko Garcia
Lamina Tsuacoloh
Luiza Schiavo
Jackson Willer
Pedro Virgílio (Ninja)
Porquinho (Thiago Machado)
Plinio Razildo
Quatro e 25 (frase de Marilyn Gerais)
Ricardo Tokumoto
Rodrigo Poli e Leo Machado 85
Saint Markus
Samuca Martins
Sérgio Lopes Filho
Sete Capetas
Stêvz

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Chamada A Zica #2

A revista A Zica convida quem quiser participar da edição #2 para enviar seus trabalhos até o próximo dia 15 de novembro no e-mail azica@urubois.org . Os temas são bullyng, maconha e apocalipse. Podem ser enviadas ilustrações, colagens, quadrinhos, fotografias, textos, poesias etc. Para ilustrações, quadrinhos e outros trabalhos visuais, o formato é A5 (14,8cm X 21cm) em uma cor (preto e branco), de preferência, com cerca de 200 dpi. Para textos, máximo de uma lauda. Os escolhidos serão anunciados até dia 30 de novembro.


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A Zica #1 tá na praça! Putaria, Sci-fi e propaganda

Publicação temática independente reúne trabalhos de mais de sessenta artistas e será lançada em programação paralela ao FIQ em BH.

A segunda edição da revista independente A Zica será lançada nesta sexta-feira, 11, em evento realizado no bar Nelson Bordello, às 23h. A publicação traz textos e ilustrações de mais de sessenta jovens artistas, a grande maioria de Belo Horizonte – mas também de outros estados e países.

A revista é uma publicação anual colaborativa, editada sob o selo Urubois, formado pelos jornalistas João Perdigão e Luiz Navarro e pelo designer Marcelo Lustosa. Recebe colaborações dos artistas que desejam ter os seus trabalhos publicados a partir de três temas sugeridos pelos editores, que podem ser trabalhados em conjunto ou separademente – mas sempre com temas-tabu. Nesta segunda edição, os temas propostos foram ficção científica, propaganda e putaria. Na primeira edição (de número zero), lançada no Vendendo Peixe, em 2010, os temas foram morte, macumba e classe média. A Zica é uma publicação independente que se banca pelos seus próprios meios, através das vendas e de eventos realizados especialmente com o intuito de arrecadar fundos.

Atrações musicais:

Calpurnio (VJ espanhol), Canhotagem (dejoteca), Grupo Porco de Grindcore Interpretativo e Castilho + Matéria Prima + Coyote Beats

Lançamento de A Zica 1 + Graffiti 22

Nelson Bordello, Rua Aarão Reis, 554, Centro

Sexta-feira, 11/11, às 23h

Entrada: R$ 15

Revista: R$ 10

+ Baile das Revistas Dependentes (evento que estamos encerrando nesta sexta com estes lançamentos acima):



Poster Zica

A Zica - poster por Luiz Navarro


A Zica 1!


A Zica saiu!

A Zica saiu. A Zica, urucubaca em forma de revista, é um fanzine cara-de-pau com ilustrações e textos de um tanto de gente. E A Zica tem um tema: morte. Ah, mas morte também tem a ver com macumba, então macumba também é tema da Zica. Mas às vezes dá pra encaixar aí mais alguma coisa, sei lá, um tema político, pra ficar engajado, né? Então bota lá n’A Zica o tema classe média. Aí a Zica nº 0 foi isso: um fanzine sobre morte, macumba e classe média.

Deve ter mais de um ano que o povo desse tal de Urubois tava enrolando pra lançar ess’A Zica. Começou com um deles bêbado, anunciando fanfarrônico no meio de várias pessoas desconfiadas, que ia lançar um fanzine que reuniria o trabalho de todo mundo que tava ali. Não acreditaram que a promessa fosse cumprida e, de fato, quase não foi. Nos dias seguintes, alguém precisou lembrar ao falador da promessa feita e, como promessa não cumprida dá zica, foi preciso começar a fazer A Zica. Algum dos presentes   sugeriu o tema inicial, morte, e dali agregaram-se os dois outros temas. Daí, quem quisesse colaborar mandava o seu trabalho.

Foram muitas páginas de caderno rabiscadas, muita enrolação, e A Zica tava começando a atormentar a cabeça dos três caras que se propuseram a organizar a Zica (João Perdigão, Luiz Navarro e Marcelo Lustosa). Essa Zica tinha que sair! O programado era o mês de agosto. Mas como agosto é o mês do desgosto, de cachorro louco e dessas coisas zicadas, o tal do zine só saiu em setembro.

Daí a Zica foi posta pra andar, e traz trabalhos do coletivo 4e25, Alessandro Aued, Bárbara Angelo, Desali, Estandelau, João Maciel, Luiza SchiavoLuiz Navarro, Matuto, Mosh, Paula Bevilacqua, Ricardo Portilho, Thiago Mazza, Toast/Antoine e Xerelll – esse pessoal todo já citado é de Belo Horizonte – além da Mayroca Estranhoca, de Curitiba. Saiu e foi lançada durante o Vendendo Peixe. Leva um’A Zica pra casa?

por Luiz Navarro