Archive for Atrações

Programação Musical

Confira abaixo os horários em que as bandas sobem ao palco do Vendendo Peixe:

10h > Sala de Viola Vicente Machado

11h > Apto2Quartos

12h > Intervalo

13h > Samba de Terreiro

14h > Água de Cachorro

14h30 > Casper Roots

15h > RAM

16h > Vostok Deluxe

17h > Grupo Porco de Grindcore Interpretativo

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Graffiti Research Lab Brasil no Vendendo Peixe

No Vendendo Peixe amanhã, o pessoal do Graffiti Research Lab Brasil vai apresentar o mais novo software para laser tag tridimensional da praça. Ainda inédito no Brasil, os feixes de imagem interagem com o som e o efeito tridimensional é reforçado com o uso de óculos 3D.

Aqui um vídeo recente do representante do GRL na gringa – ignorem quando aparece um tiozinho estilo Steve Jobs…

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Samba de Terreiro

Os especialistas do blog Ocê no Samba apresentam o Samba de Terreiro, uma das atrações musicais do Vendendo Peixe.

“Sábado é dia de ir ao mercado. E ponto! Alguns hão de argumentar que o mercado central é convidativo aos domingos, mas neste fim-de-semana nós não admitimos discussão. Aliás, ainda completamos a informação: sábado é dia de ir visitar o Mercado Novo de Belo Horizonte. Para alguns o local pode até parecer mais um armazém quase abandonado do que um ponto de encontro de fim-de-semana, mas não neste dia 18 de setembro. Um bando de mentes criativas conseguiu enxergar potencial por entre cobogós daquele tradicional edifício do centro da cidade e vão fazer deste sábado um dia bastante animado no mercado novo, como há muito não se via, com o evento “Vendendo Peixe”. E melhor: com direito a samba.

O “Vendendo Peixe” é uma iniciativa inovadora em Belo Horizonte. Não só pelo evento em si, mas também por abrir espaços para as surpresas, para o inesperado. O evento vai transformar o terceiro andar do Mercado Novo em um espaço de construção criativa no qual vão se apresentar artistas plásticos, grafiteiros, músicos, fotógrafos, artistas digitais convidados e qualquer pessoa que se interesse em desfilar seu talento. Em outras palavras, qualquer um que estiver à procura de uma vitrine para seus dotes artísticos poderá vender seu peixe no mercado, neste sábado. Algumas atrações estão agendadas, mas como os próprios organizadores alertam, “por ser aberto, o que acontecerá no Vendendo Peixe é imprevisível e sua essência está justamente no acaso desses encontros”.

CobogósSol que entra pelos cobogós vai dar o charme do “Vendendo Peixe”, neste sábado. Crédito: Guilherme Cunha.

Samba – Quem é do samba sabe que os batuques mais gostosos nascem da espontaneidade, sem muito ensaio, portanto não poderia faltar uma atração bamba em um evento como esse. E quem abre a roda do samba no “Vendendo Peixe” é justamente um pessoal que se apresenta de vez em quando no próprio Mercado Novo. O grupo “Samba de Terreiro” vai contribuir com sua mistura bem ajambrada de ritmos originados da cultura negra, desfilados por um grupo que tem sua base na percussão. “Samba de senzala, samba caipira, batuque, samba de velho, samba de roda ou samba cabloco. São alguns dos ritmos que vamos tocar no sábado. Vamos mandar canções que já caíram no domínio público”, explica Fabiano Camilo, um dos componentes do grupo.

Formado por Fabiano, Negaozão, Léo Alabê, Tico e Carlinhos Cumpadre, o Samba de Terreiro é um grupo que se dedica a pesquisa de ritmos e a resgatar sambas que fazem bem a alma, mas nem sempre chegam a muitos ouvidos. Atualmente, o grupo conta com instrumentos como o caxambu, o atabaque, a tumbadora, o surdo e o trompete, mas já pensando em valorizar cada vez mais o que samba mais cabloco, Fabiano já pensa em introduzir, em breve, a viola caipira. “Eu sou muito perfeccionista. Estou estudando e quando estiver bem arrumado eu entro com a viola”.

Samba de TerreiroRitmo do Samba de Terreiro convida o público a dançar. Crédito: MySpace do Samba de Terreiro

No sábado, o Samba de Terreiro vai se apresentar às 13h, já que o Mercado Novo terá várias outras atrações, mas durante a apresentação o pessoal já pensa em momentos especiais. A apresentação vai começar com um ritmo chamado Avamunha, comum nos terreiros de candomblé, para garantir a energia de ativação do samba. “É um ritmo para chamar as energias, para acender o fogo do pessoal”, diz Fabiano, que ainda resalta que o nome do grupo veio justamente do seu contato com terreiros de candomblé e congado.

O samba, contudo, é apenas uma das atrações do “Vendendo Peixe”. O Mercado Novo vai receber vários músicos, de vários gêneros musicais, além de grafiteiros, artistas plástico e o melhor de todos: o inesperado. Afinal, o evento é aberto a quem quiser participar, então nunca se sabe quem pode aparecer para dar um show. Quem sabe um outro sambista não aparece para um partido alto ou um pintor não surge para captar o momento? Ou mesmo você… Qual seu talento? Qual peixe você tem para vender?”

Este post foi originalmente publicado no blog Ocê no Samba.

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La Boquinha em cartaz no Mercado

O La Boquinha é filho do La Boca, cinema de rua que funcionou de 1997 até 2004 no Barro Preto. Herdou das duas salas as cadeiras e, com seu espírito itinerante, como faz bem a um jovem, irá ancorar neste sábado no terceiro andar do Mercado Novo – a menos de dez quarteirões do endereço original, na rua Ouro Preto, 103.

Pés nem braços fazem falta ao assento-encosto de couro vermelho, que embala plateias em qualquer lugar onde se instale, Betim, Jambreiro ou centro de Beagá. Quinze dessas cadeiras foram emprestadas pelo La Boquinha especialmente para compor o cinema-lounge do Vendendo Peixe, com o portátil kit tela-projetor-caixa de som-laptop que dá asas aos cineclubes.

Em cartaz, filmes e vídeos de qualquer metragem sobre cidade, arte, ativismo e por aí vai. O “BH Soul” do Tomás Amaral está programado, e o “Notas Flanantes” da Clarissa Campolina também. E mais: “Anuncie Aqui”, do Sem Rosto; “Poro – Intervenções Urbanas e Ações Efêmeras”, realizado pela AIC; “Exit Through the Gift Shop”, do Banksy; “Style Wars” (que conta o surgimento do movimento hip hop em Nova York), vídeos de Paulo Bruscky, Richardson Pantone, Igor Amin, João Maciel, Azucrina! etc…

O La Boquinha é destaque na programação, com um trabalho inédito de seu braço realizador, a produtora IT Filmes. A cineasta Elizabete Martins Campos e a produtora Tatiana Tonucci também vão passar o trailer de “Elza Soares – A Voz do Brasil”, que está em produção, e ainda estão planejando interações de vídeo e grafite.

Como o Vendendo Peixe, o La Boquinha tem classificação livre!

Por Débora Fantini

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4e25

A Peixaria no Vendendo Peixe

edit: o pessoal do coletivo enviou uma nova imagem do que estará sábado no mercado

O coletivo 4e25 nasceu da vontade de seus integrantes de exteriorizar suas ideias, coisas que ocupam a cabeça até ganhar um corpo físico e, por que não, uma aura também. Para isso, abordam na pintura, no design, na música, na literatura etc, a interação de seus integrantes com a cidade, lugar de onde recolhem as suas amostras para então deformá-las.

O grupo, que tem um enigmático trabalho de página dupla no zine A Zica, foi convidado também para participar do Vendendo Peixe, e criou para o evento a série A Peixaria, um total de treze charges de humor negro para quem tem o estômago ácido. Ainda em desenvolvimento, traz a público uma breve amostragem deste trabalho (nesta imagem aí acima).

Para ter mais uma ideia do que vem nesta série inédita, vale conferir, no Flickr do 4e25 alguns cartazes da anterior A Churrascaria – metáfora difícil de engolir sobre o mundo do trabalho (ou crítica ao consumo de carne?)

quatroevinteecinco@gmail.com

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Sala de Viola Vicente Machado

Sertanejo autêntico abre a programação musical do Vendendo Peixe


O Mercado Novo é realmente um lugar cheio de boas surpresas. É lá que funciona a Sala de Viola Vicente Machado, onde todos os sábados, a partir das 10 horas, acontece a roda dos violeiros, um grupo que se reúne para tomar uma cerveja, jogar conversa fora e cantar música sertaneja acompanhados pelo som das violas, violões e da sanfona do sanfoneiro Marquezito. Num dos vários passeios que fizemos por lá, surgiu deles mesmo a proposta de começar a fuzarca musical do Vendendo Peixe ao som das violas. Claro, nos sentimos honrados e aceitamos na hora.

Pra quem não conhece, a Sala de Viola Vicente Machado começou com seu fundador, o barbeiro e amante da música sertaneja e caipira, Vicente Machado. Ele possuía no local uma barbearia onde todo fim de semana costumava reunir os amigos para beber e cantarem ao som das violas caipiras, a grande paixão do grupo. Os encontros eram ocasionais e foram ficando cada vez menos esporádicos a partir de 2004, quando passaram a se reunir todos os sábados. Os que frequentam a roda desde o início insistem em afirmar que violeiros famosos nasceram ali. Dentre eles estariam nomes como Fernando Sodré e Renato Andrade. Verdade ou não, o encontro é uma ótima oportunidade para trocar conhecimentos, tocar e cantar, ou apenas ouvir e contemplar a música caipira de raiz.

Pode chegar lá cedo que a pequena sala do 1º andar do Mercado Novo já vai estar cheia de violeiros, senhores que já ostentam seus cabelos grisalhos, mas que recebem muito bem os jovens, na maioria das vezes levados pelos pais, e qualquer transeunte que se interessar pelo som feito ali com muito entusiasmo. Vale lembrar que excepcionalmente no sábado dia 18 o grupo se apresentará no 3º andar, onde acontece o Vendendo Peixe.

O fundador do grupo, Vicente Machado faleceu em março de 2007 e a roda só acontece até hoje pelo amor dos frequentadores que dividem e contribuem com o que podem para quitar o aluguel do espaço. A história e perseverança deste grupo de amigos são de emocionar até aqueles que não gostam do tipo de música que fazem. Independente do gosto musical, perceber nestes senhores o amor incondicional à viola é algo que só é possível cara a cara. Portanto, não deixe de comparecer cedo ao Mercado Novo para já começar o dia com um exemplo de como as coisas, quando feitas com paixão – assim como o Vendendo Peixe – podem ser extremamente prazerosas e duradouras.

Redutos musicais

A Sala de Viola Vicente Machado não é o único reduto musical do Mercado Novo. Nesse “Gigante invisível” incrustado  no centrão de BH, também funcionam lojas especializadas em conserto de instrumentos musicais. Clique no link para ler uma reportagem de 2008 sobre a música que habita o Mercado, assinada pelos jornalistas Diego Mancini, Filipe Nillo e Marco Túlio Ulhôa.

Por Daniel

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A Zica saiu!

A Zica saiu. A Zica, urucubaca em forma de revista, é um fanzine cara-de-pau com ilustrações e textos de um tanto de gente. E A Zica tem um tema: morte. Ah, mas morte também tem a ver com macumba, então macumba também é tema da Zica. Mas às vezes dá pra encaixar aí mais alguma coisa, sei lá, um tema político, pra ficar engajado, né? Então bota lá n’A Zica o tema classe média. Aí a Zica é isso: um fanzine sobre morte, macumba e classe média.

Deve ter quase um ano que o povo desse tal de Urubois tava enrolando pra lançar ess’A Zica. Começou com um deles bêbado, anunciando às bravatas, no meio de várias pessoas desconfiadas, que ia lançar um fanzine que reunisse o trabalho de todo mundo que tava ali. Não acreditaram que a promessa fosse cumprida e, de fato, quase não foi. Nos dias seguintes, alguém precisou lembrar o falador da promessa feita e, como promessa não cumprida dá zica, foi preciso começar a fazer A Zica. Alguém sugeriu o tema inicial, morte, e dali agregaram-se os dois outros temas. Daí, quem quisesse colaborar mandava o seu trabalho.

Foram muitas páginas de caderno rabiscadas, muita enrolação, e A Zica tava começando a atormentar a cabeça dos três caras que se propuseram a organizar a Zica (João Perdigão, Luiz Navarro e Marcelo Lustosa). Essa Zica tinha que sair! O programado era o mês de agosto. Mas como agosto é o mês do desgosto, de cachorro louco e dessas coisas zicadas, o tal do zine só saiu em setembro.

E aí a Zica saiu. E traz trabalhos do coletivo 4e25, Alessandro Aued, Bárbara Angelo, Desali, Estandelau, João Maciel, Luiza SchiavoLuiz Navarro, Matuto, Mosh, Paula Bevilacqua, Ricardo Portilho, Thiago Mazza, Toast/Antoine e Xerelll, esse povo de Belo Horizonte, além de Mayroca Estranhoca, de Curitiba. Saiu e vai ser lançada durante o Vendendo Peixe. Passa lá e leva um’A Zica pra casa!

por Luiz Navarro

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Vai ter pescaria, é claro

“Por que pescar?

Porque quem não pesca é isca…

quem não pesca é pescado…

quem não pesca, nada…

e quem não nada bóia…

e quem não bóia afoga…

Quem não pesca é peixe…

Fala peixe!

Porque quem não pesca passa de carro todos os dias e não se lembra de que ali existe um rio.

E o rio passa…

Vamos pescar no Vendendo Peixe?”

Quem convida é os conectores, um grupo de artistas daqui de Beagá, também fisgados pela ideia de ligar as pessoas à cidade. No sábado do Vendendo Peixe, eles virão da praia da Estação, trazendo suas varas para um escambo. E vão aproveitar para chamar todos a pescar junto com eles em outubro, no ribeirão Arrudas, outro lugar da cidade que anda tão escondido quanto o terceiro andar do Mercado Novo.

Gostou da proposta dos conectores? Eles se apresentam e vendem eles mesmos seu peixe:

Kel oferece um trocado a motorista na intervenção Moedas

“Os conectores é um coletivo criado, no início de 2009, em Belo Horizonte, por quatro artistas que pesquisam e realizam performances e intervenções urbanas. André Veloso, sound designer, Cris Moreira, atriz, Kel Baster, cineasta, e Rogério Araújo, ator e diretor teatral. O trabalho consiste em criar intervenções urbanas que investigam as relações das pessoas entre si e com o ambiente em que vivem e suas reações em contato com o inesperado e ou com o que possa diretamente afetá-las.

O coletivo tem a preocupação não só com o que será dito, mas também com o modo de se fazer isso, a forma de afetar/atingir o ‘espectador’ e como podemos provocá-lo para que ele tenha uma atitude ativa diante do que vê.

O objeto de estudo dos conectores são as diversas formas de relacionamento que as pessoas constroem dentro de suas áreas de convivências. Todas as relações tendem a se conectar, seja por uma simples entrega de panfleto no sinal de trânsito ou um abraço apertado de um amigo.”

Então vai preparando vara, anzol e isca que a  pescaria com os conectores começa por volta do meio-dia.

Por Débora, com a colaboração dos conectores

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Água de Cachorro – Nessa aí até o peixe nada

Mais uma banda de nome curioso a se apresentar no palco do Vendendo Peixe este sábado, dia 18. O nome Água de Cachorro veio de um episódio do desenho animado Ren & Stimpy, chamado “Dog Water” e é uma banda formada pelos amigos belo-horizontinos Doissete e Iuri. A amizade que surgiu na adolescência foi embalada pelas bandas punks de que faziam parte na época e o duo surgiu naturalmente, já que não precisaram “forçar a barra” para manter a existência – desde 2007 tocam e criam músicas juntos.

As influências são variadas. Vão da música brega e sertaneja, passando pelos populares em geral e bandas alternativas. Mas uma coisa é certa no meio disso tudo: as músicas são uma ode à cerveja, aos bares, aos amores, enfim, à boemia. A banda fez apenas um show, digamos “oficial”, na Obra e eu estava presente =D

Ao vivo é muito divertido ver os dois amigos empunharem com desenvoltura seus violões que, segundo eles, “deixa mais à vontade, como se estivessem entre amigos sempre”. Atualmente a banda conta também com o baterista Leo, que é vocalista da banda Skacilds. Agora o grupo está ensaiando com maior periodicidade e visando shows e a gravação de um cd autoral.

Assista abaixo o videoclip da música Immigrant Song, o segundo da banda e dirigido pelo cineasta Sávio Leite e editado por ele e Ana Pessôa em maio de 2010. A música, uma das poucas cantadas em inglês, fala sobre esperança e lugares para dias melhores.

Especialmente para o show no Vendendo Peixe, que acontece às 14h no Mercado Novo, a banda está preparando duas novas versões de uma músicas de uma banda anarcopunk da Espanha e uma um sucesso popular de Pepe Moreno. Dois Sete adianta que “este show vai ser do caralho, porque o local e o público têm muito a ver com a banda”! Legal não?!

http://www.myspace.com/aguadecachorro

Update: Veja trecho do show do Água de Cachorro no Vendendo Peixe, em vídeo de Sávio Leite e Artur B. Senra, mais conhecido como Doissete.

Por Daniel

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Black Soul agita o Mercado

E ainda vai ter soul!

Bem por ali nos arredores do Mercado Novo, na Goitacazes, acontece todo sábado o Quarteirão do Soul. Começou em 2005, embora na realidade tenha nascido nos anos 70, quando os ventos do norte trouxeram o Motown Sound e o Black Power para os trópicos, onde se misturaram com o samba e outros ritmos de origem africana. Afinal, como lembra um dos entrevistados no documentário de Tomás Amaral “BH Soul”, que estreou no mês passado no Palácio das Artes: “É tudo ginga, é tudo negro, é tudo afro!”

O filme, que vale muitíssimo a pena ver, agita pés e provoca risos. Conta a história do movimento negro musical e dançante daqui de Belo Horizonte, que encontrou nos sons black norte-americanos mais um filho da mesma raiz. São histórias dos veteranos do soul que passaram a juventude dançando ao ritmo de James Brown e que hoje voltam a agitar às tardes de sábado, no Quarteirão do Soul.

No sábado, dia 18/09, o Vendendo Peixe convida os veteranos do soul a dar uns passos de dança mais alguns quarteirões, para se juntarem a nós no Mercado Novo. Dentro da programação do cine La Boquinha, escolhemos diversos filmes com temas relativos à cidade e às intervenções urbanas. Incluindo o documentário “BH Soul”, de Tomás Amaral. Mais um elogio à memória de Beagá, no dia em que celebramos no Mercado Novo a diversidade de artes e sons desta cidade.

por Manu Tenreiro

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